DECISÃO Trata-se de habeas corpus, sem pedido liminar, impetrado em favor de AILTON DANILO DA CONCEIÇÃ… — HC HC 1029028
Análise documental baseada na ementa oficial do Superior Tribunal de Justiça, organizada para consulta e compreensão do precedente.
Comentário editorial
Nesta leitura jurisprudencial, a decisão é situada por classe, competência e órgão julgador. O registro corresponde a HC, apreciado por Decisão terminativa ou acórdão publicado no Diário da Justiça, sob relatoria de MARIA MARLUCE CALDAS. Esses elementos ajudam a avaliar o alcance processual do pronunciamento.
O precedente deve ser confrontado com a moldura fática, a questão jurídica decidida, eventuais requisitos de admissibilidade e a legislação mencionada. Os destaques abaixo funcionam como mapa de leitura da ementa, não como substituto do inteiro teor ou de pesquisa sobre decisões posteriores.
Pontos centrais da ementa
- DECISÃO Trata-se de habeas corpus, sem pedido liminar, impetrado em favor de AILTON DANILO DA CONCEIÇÃO, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fls.
- Consta dos autos que o paciente foi condenado, em primeiro grau, pelo art.
- 61, I, do CP, à pena de 7 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado, e 729 dias-multa.
- Em apelação, a defesa pleiteou absolvição por insuficiência probatória e redução da pena-base.
Resultado indicado
PARECER PELO NÃO CONHECIMENTO DO HABEAS CORPUS E, CASO CONHECIDO, PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM.
Tese jurídica registrada
Não conhecido o Habeas Corpus de #{nome_da_parte} #{campo_livre_final} — Não Conhecendo
Tema
3608
Ementa oficial
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, sem pedido liminar, impetrado em favor de AILTON DANILO DA CONCEIÇÃO, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fls. 14):
Tráfico de Drogas Absolvição inviável Testemunhos seguros e convincentes Apelante surpreendido em posse de drogas embaladas individualmente, prontas para a venda - Condenação mantida Dosimetria Pena-base fixada acima do mínimo legal em razão da culpabilidade do réu, e de seus maus antecedentes Reincidência bem configurada Privilégio inaplicável por expressa vedação legal Regime fechado necessário, dada a gravidade concreta do delito e a periculosidade social do agente Recurso improvido.
Consta dos autos que o paciente foi condenado, em primeiro grau, pelo art. 33, caput, da Lei 11.343/2006 c/c art. 61, I, do CP, à pena de 7 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado, e 729 dias-multa. Em apelação, a defesa pleiteou absolvição por insuficiência probatória e redução da pena-base. O Tribunal de origem negou provimento, mantendo integralmente a condenação e a dosimetria, reconhecendo a reincidência e a inaplicabilidade do tráfico privilegiado.
No presente writ, a impetrante sustenta, em síntese, a ilicitude das provas pela atuação da guarda municipal em atividade de patrulhamento e investigação, com abordagem pessoal e ingresso domiciliar sem situação de flagrância previamente constatada, violando o art. 144 da Constituição Federal e o art. 157, § 1º, do CPP.
Requer a concessão da ordem para: (i) reconhecer a ilicitude das provas colhidas pela guarda municipal e absolver o paciente com fundamento no art. 386, VII, do CPP; ou, subsidiariamente, (ii) desclassificar a conduta para o art. 28 da Lei 11.343/2006.
As informações foram prestadas e o Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento do habeas corpus e, caso conhecido, pela denegação da ordem, nos termos da seguinte ementa (fls. 151):
PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. IMPOSSIBILIDADE. UTILIZAÇÃO INADEQUADA DO HC. NÃO CONHECIMENTO. TRÁFICO DE DROGAS. ALEGAÇÃO DE ILICITUDE DAS PROVAS. PEDIDOS DE ABSOLVIÇÃO OU DESCLASSIFICAÇÃO DA CONDUTA. MATÉRIAS NÃO ANALISADAS PELO TRIBUNAL DE ORIGEM NO JULGAMENTO DO APELO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTE DO STJ. DILIGÊNCIAS REALIZADAS PELA GUARDA MUNICIPAL. ATUAÇÃO REALIZADA EM RAZÃO DE FUNDADAS SUSPEITAS DA PRÁTICA DELITIVA. ESTADO DE FLAGRÂNCIA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. PARECER PELO NÃO CONHECIMENTO DO HABEAS CORPUS E, CASO CONHECIDO, PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM.
É o
[trecho intermediário suprimido]
em execução é o recurso especial.
Nada impede, contudo, a concessão de habeas corpus de ofício quando constatada a existência de ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia, nos termos do art. 654, §2º, do CPP, o que não é o caso dos autos .
No que tange à nulidade da atuação da Guarda Municipal e à desclassificação da conduta, verifica-se que as teses não foram apreciadas pelo Tribunal de origem, motivo pelo qual as matérias não serão examinadas por esta Corte superior, sob pena de se incorrer em indevida supressão de instância.
Ademais, "até mesmo as nulidades absolutas devem ser objeto de prévio exame na origem a fim de que possam inaugurar a instância extraordinária" (AgRg no HC n. 395.493/SP, Sexta Turma, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, DJe de 25/05/2017).
Não há, portanto, flagrante ilegalidade que justifique a concessão de habeas corpus de ofício.
Ante o exposto, não conheço do habeas corpus.
Publique-se.
Intimem-se.
EMENTA
Fonte e transparência
Conteúdo documental proveniente do conjunto oficial de dados abertos do STJ. Consulte também a pesquisa de jurisprudência do STJ e o arquivo oficial de origem deste registro.
Aviso: este material tem finalidade informativa e documental. Não constitui parecer jurídico nem garante aplicação do entendimento a outro processo.