DECISÃO Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de GUSTAVO DOS ANJOS SANTOS em que se aponta como… — HC HC 1033362
Análise documental baseada na ementa oficial do Superior Tribunal de Justiça, organizada para consulta e compreensão do precedente.
Comentário editorial
Nesta leitura jurisprudencial, a decisão é situada por classe, competência e órgão julgador. O registro corresponde a HC, apreciado por Decisão terminativa ou acórdão publicado no Diário da Justiça, sob relatoria de HERMAN BENJAMIN. Esses elementos ajudam a avaliar o alcance processual do pronunciamento.
O precedente deve ser confrontado com a moldura fática, a questão jurídica decidida, eventuais requisitos de admissibilidade e a legislação mencionada. Os destaques abaixo funcionam como mapa de leitura da ementa, não como substituto do inteiro teor ou de pesquisa sobre decisões posteriores.
Pontos centrais da ementa
- DECISÃO Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de GUSTAVO DOS ANJOS SANTOS em que se aponta como ato coator o acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO assim ementado: DIREITO PENAL.
- Agravo em execução interposto pelo Ministério Público contra decisão que concedeu livramento condicional ao sentenciado Gustavo dos Anjos Santos, sob alegação de que não preenche os requisitos legais.
- O sentenciado cumpre pena de 5 anos e 6 meses de reclusão por roubo majorado, com término previsto para 09/11/2028.
- A questão em discussão consiste em determinar se o histórico prisional do sentenciado, incluindo falta disciplinar grave reabilitada, impede a concessão do livramento condicional.
Resultado indicado
Recurso provido.
Tese jurídica registrada
Denegado o Habeas Corpus de #{nome_da_parte} #{campo_livre_final} — Negando
Tema
10636
Ementa oficial
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de GUSTAVO DOS ANJOS SANTOS em que se aponta como ato coator o acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO assim ementado:
DIREITO PENAL. AGRAVO EM EXECUÇÃO. LIVRAMENTO CONDICIONAL.
RECURSO PROVIDO.
I. Caso em Exame.
1. Agravo em execução interposto pelo Ministério Público contra decisão que concedeu livramento condicional ao sentenciado Gustavo dos Anjos Santos, sob alegação de que não preenche os requisitos legais. O sentenciado cumpre pena de 5 anos e 6 meses de reclusão por roubo majorado, com término previsto para 09/11/2028.
II. Questão em Discussão
2. A questão em discussão consiste em determinar se o histórico prisional do sentenciado, incluindo falta disciplinar grave reabilitada, impede a concessão do livramento condicional.
III. Razões de Decidir
3. A gravidade do crime e o histórico de falta grave recente do sentenciado indicam a necessidade de maior certeza sobre sua capacidade de reintegração social. 4. O entendimento do STJ no Tema Repetitivo 1161 reforça que o bom comportamento deve considerar todo o histórico prisional, não apenas os últimos 12 meses.
IV. Dispositivo e Tese
5. Recurso provido. Tese de julgamento: 1. A concessão de livramento condicional deve considerar todo o histórico prisional do sentenciado. 2. A gravidade do crime e o histórico de falta grave podem justificar a negativa do benefício.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, pois está preenchido o requisito subjetivo para concessão do benefício do livramento condicional, tendo em vista que foi emitido atestado de boa conduta carcerária e as faltas disciplinares já foram reabilitadas.
Requer, em suma, a concessão do benefício de livramento condicional.
É o relatório.
Decido.
A Terceira Seção do STJ, no julgamento do HC n. 535.063/SP, firmou entendimento de que não cabe Habeas Corpus substitutivo de recurso próprio, impondo-se o não conhecimento da impetração, salvo quando constatada alguma teratologia no ato judicial impugnado (Rel. Ministro Sebastião Reis Júnior, DJe de 25.8.2020).
Assim, passo à análise das razões da impetração a fim de verificar se há flagrante ilegalidade que justifique a concessão do writ de ofício.
Na espécie, consta do Voto condutor do acórdão impugnado a seguinte fundamentação quanto à controvérsia apresentada:
Entretanto, no caso, a gravidade do crime, além do histórico de falta grave (fl. 11), reabilitada em 11/8/2024, em data recente, portanto, revela a necessidade de um maior grau de certeza acerca da capacidade do condenado para
[trecho intermediário suprimido]
Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Sexta Turma, DJe de 17.8.2023; AgRg no HC n. 672.134/RS, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe de 4.4.2022; AgRg no HC n. 814.951/RN, Rel. Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Sexta Turma, DJe de 30.8.2023; AgRg no AREsp n. 1.985.352/MS, Rel. Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Quinta Turma, DJe de 17.3.2022; AgRg no AREsp n. 1.961.889/MG, Rel. Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Quinta Turma, DJe de 25.11.2021.
Nessa linha, a decisão de origem está em conformidade com a orientação do STJ.
Conclui-se, assim, que no caso em análise não há manifesta ilegalidade a ensejar a concessão da ordem de ofício.
Ante o exposto, com fundamento no art. 21-E, IV, c/c o art. 210, ambos do RISTJ, indefiro liminarmente o presente Habeas Corpus.
Cientifique-se o Ministério Público Federal.
Publique-se.
Intimem-se.
EMENTA
Fonte e transparência
Conteúdo documental proveniente do conjunto oficial de dados abertos do STJ. Consulte também a pesquisa de jurisprudência do STJ e o arquivo oficial de origem deste registro.
Aviso: este material tem finalidade informativa e documental. Não constitui parecer jurídico nem garante aplicação do entendimento a outro processo.