DECISÃO Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de ALEX SANDRO DE ALMEIDA em que se aponta como a… — HC HC 1096847
Análise documental baseada na ementa oficial do Superior Tribunal de Justiça, organizada para consulta e compreensão do precedente.
Comentário editorial
Nesta leitura jurisprudencial, a decisão é situada por classe, competência e órgão julgador. O registro corresponde a HC, apreciado por Decisão terminativa ou acórdão publicado no Diário da Justiça, sob relatoria de HERMAN BENJAMIN. Esses elementos ajudam a avaliar o alcance processual do pronunciamento.
O precedente deve ser confrontado com a moldura fática, a questão jurídica decidida, eventuais requisitos de admissibilidade e a legislação mencionada. Os destaques abaixo funcionam como mapa de leitura da ementa, não como substituto do inteiro teor ou de pesquisa sobre decisões posteriores.
Pontos centrais da ementa
- DECISÃO Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de ALEX SANDRO DE ALMEIDA em que se aponta como ato coator o acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA assim ementado: APELAÇÃO CRIMINAL.
- LESÃO CORPORAL PRATICADA NO ÂMBITO DOMÉSTICO E FAMILIAR CONTRA A MULHER (CÓDIGO PENAL, ART.
- 129, § 9º, COM REDAÇÃO ANTERIOR À VIGÊNCIA DA LEI 14.994/2024, NO ÂMBITO DA LEI 11.340/2006).
- INSURGIMENTO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA.
Resultado indicado
RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.
Tese jurídica registrada
Denegado o Habeas Corpus de #{nome_da_parte} #{campo_livre_final} — Negando
Tema
00287.03385.05560.
Ementa oficial
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de ALEX SANDRO DE ALMEIDA em que se aponta como ato coator o acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA assim ementado:
APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME CONTRA A PESSOA. LESÃO CORPORAL PRATICADA NO ÂMBITO DOMÉSTICO E FAMILIAR CONTRA A MULHER (CÓDIGO PENAL, ART. 129, § 9º, COM REDAÇÃO ANTERIOR À VIGÊNCIA DA LEI 14.994/2024, NO ÂMBITO DA LEI 11.340/2006). SENTENÇA ABSOLUTÓRIA. INSURGIMENTO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA. ALMEJADA CONDENAÇÃO. PERTINÊNCIA. MATERIALIDADE E AUTORIA DELITIVAS DEVIDAMENTE COMPROVADAS. DECLARAÇÕES DA OFENDIDA NA FASE EXTRAJUDICIAL DANDO CONTA DAS AGRESSÕES SOFRIDAS, CORROBORADAS POR LAUDO PERICIAL QUE ATESTOU OFENSA A SUA INTEGRIDADE FÍSICA, BEM ASSIM PELOS DEMAIS SUBSTRATOS DE CONVICÇÃO COLIGIDOS AO FEITO. VÍTIMA NÃO LOCALIZADA PARA INTIMAÇÃO E COMPARECIMENTO À AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO. EXISTÊNCIA, TODAVIA, DE DEPOIMENTOS FIRMES E COERENTES DOS POLICIAIS MILITARES RESPONSÁVEIS PELO ATENDIMENTO DA OCORRÊNCIA QUE NÃO DEIXAM DÚVIDAS ACERCA DA PERPETRAÇÃO DA CONDUTA PELO DEMANDADO. PALAVRAS REITERADAS POR UM DOS AGENTES PÚBLICOS EM JUÍZO, MESMO TRASCORRIDOS MAIS DE SEIS ANOS DO EPISÓDIO. DIZERES QUE DETÉM FÉ PÚBLICA. IRRELEVÂNCIA DO FATO DE NÃO HAVER O AGENTE PÚBLICO PRESENCIADO O CRIME. DESCRIÇÃO DAQUILO QUE PERCEBEU NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO, EM ESPECIAL O ESTADO FÍSICO DA VÍTIMA E SEU RELATO IMEDIATO DOS ACONTECIMENTOS. CONJUNTO PROBATÓRIO COESO E HARMÔNICO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE PARCIALIDADE OU DE MÁ-FÉ. CONDENAÇÃO QUE SE IMPÕE. REQUERIDA ESTIPULAÇÃO DE VALOR MÍNIMO À INDENIZAÇÃO DOS DANOS MORAIS SOFRIDOS PELA VÍTIMA. COMPENSAÇÃO PECUNIÁRIA (CPP, ART. 387, IV). ACOLHIMENTO. DANO MORAL PRESUMIDO NO ÂMBITO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR. PRECEDENTES. PRONUNCIAMENTO ALTERADO. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.
Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 3 (três) meses de detenção, em regime inicialmente aberto, pela prática do delito previsto no art. 129, § 9º, do Código Penal, com incidência da Lei n. 11.340/2006.
Em suas razões, sustenta a Defensoria Pública estadual a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a condenação foi proferida sem prova produzida sob o crivo do contraditório e da ampla defesa, com suporte insuficiente para afirmar a autoria e a materialidade.
Alega que o acórdão baseou-se em elementos colhidos exclusivamente na fase inquisitorial e em relatos genéricos de policiais militares, sem confirmação em juízo, o que tornaria inviável a reforma da sentença absolutória diante da fragilidade
[trecho intermediário suprimido]
relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, DJe de 5.11.2024).
Ademais, segundo extrai-se do acórdão impugnado a condenação não estaria lastreada somente em elementos informativos do inquérito policial, estando em harmonia, portanto, com o entendimento firmado na jurisprudência do STJ de que é possível a sua utilização para lastrear o édito condenatório desde que corroborados por provas colhidas em juízo.
Assim, para acolher o pleito absolutório baseado na suposta ausência de provas produzidas sobre o crivo do contraditório igualmente seria necessária a incursão no conjunto fático-probatório carreado aos autos.
Conclui-se, assim, que no caso em análise não há manifesta ilegalidade a ensejar a concessão da ordem de ofício.
Ante o exposto, com fundamento no art. 21-E, IV, c/c o art. 210, ambos do RISTJ, indefiro liminarmente o presente Habeas Corpus.
Cientifique-se o Ministério Público Federal.
Publique-se.
Intimem-se.
EMENTA
Fonte e transparência
Conteúdo documental proveniente do conjunto oficial de dados abertos do STJ. Consulte também a pesquisa de jurisprudência do STJ e o arquivo oficial de origem deste registro.
Aviso: este material tem finalidade informativa e documental. Não constitui parecer jurídico nem garante aplicação do entendimento a outro processo.