ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da S… — REsp REsp 2163154
Análise documental baseada na ementa oficial do Superior Tribunal de Justiça, organizada para consulta e compreensão do precedente.
Comentário editorial
Nesta leitura jurisprudencial, a decisão é situada por classe, competência e órgão julgador. O registro corresponde a REsp, apreciado por Decisão terminativa ou acórdão publicado no Diário da Justiça, sob relatoria de MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA. Esses elementos ajudam a avaliar o alcance processual do pronunciamento.
O precedente deve ser confrontado com a moldura fática, a questão jurídica decidida, eventuais requisitos de admissibilidade e a legislação mencionada. Os destaques abaixo funcionam como mapa de leitura da ementa, não como substituto do inteiro teor ou de pesquisa sobre decisões posteriores.
Pontos centrais da ementa
- ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 13/11/2025 a 19/11/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra.
- Ministros Marco Aurélio Bellizze, Teodoro Silva Santos, Afrânio Vilela e Francisco Falcão votaram com a Sra.
- CONCLUSÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM PELA SUFICIÊNCIA DA PROVA DOCUMENTAL PARA DISPENSA DE PERÍCIA, MAS INSUFICIÊNCIA PARA COMPROVAÇÃO DO FATO CONSTITUTIVO.
- O Tribunal de origem, ao analisar o cerceamento de defesa, asseverou expressamente a existência de provas documentais suficientes (laudos e PAF) para formar a convicção do magistrado sobre a desnecessidade da perícia, conforme o artigo 464 do CPC, afastando a preliminar de cerceamento de defesa.
Resultado indicado
AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO.
Tese jurídica registrada
Negando
Tema
10023, 5945, 10540
Ementa oficial
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 13/11/2025 a 19/11/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora.
Os Srs. Ministros Marco Aurélio Bellizze, Teodoro Silva Santos, Afrânio Vilela e Francisco Falcão votaram com a Sra. Ministra Relatora.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela.
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 1.022 DO CPC. INOCORRÊNCIA. IPI. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. CONCLUSÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM PELA SUFICIÊNCIA DA PROVA DOCUMENTAL PARA DISPENSA DE PERÍCIA, MAS INSUFICIÊNCIA PARA COMPROVAÇÃO DO FATO CONSTITUTIVO. AUSÊNICA DE CONTRADIÇÃO. REEXAME PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS 211/STJ E 284/STF. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO.
1. O Tribunal de origem, ao analisar o cerceamento de defesa, asseverou expressamente a existência de provas documentais suficientes (laudos e PAF) para formar a convicção do magistrado sobre a desnecessidade da perícia, conforme o artigo 464 do CPC, afastando a preliminar de cerceamento de defesa. A conclusão pela insuficiência da prova documental para comprovar o direito alegado decorreu da análise de mérito da documentação já existente, notadamente que os laudos apresentados não especificavam se o açúcar era do tipo amorfo, nem correlacionavam o produto analisado às saídas fiscais contestadas. A alegada contradição se insere no âmbito da interpretação do conjunto probatório, não configurando a violação do artigo 1.022 do CPC, pois o Tribunal a quo enfrentou a questão de forma clara e suficiente nos aclaratórios.
2. Os demais fundamentos do Recurso Especial demandam inevitavelmente o reexame do contexto fático-probatório dos autos para se aferir se de fato houve cerceamento de defesa ao indeferir a perícia diante das provas existentes; se a CDA é líquida ou ilíquida com base na segregação do tipo de açúcar; e se houve erro na aplicação do direito ao crédito de IPI na entrada, conforme o art. 25 da Lei n.º 4.502/64. A pretensão do recorrente de desqualificar a conclusão do Tribunal de origem sobre a insuficiência probatória, ou de reavaliar o contexto que justificou a dispensa da prova pericial, encontra óbice na Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça.
2. Ademais, a alegação de afronta aos artigos 784, inciso IX, 803, inciso I, do CPC, art. 3º da Lei n.º 6.830/80 (sobre iliquidez da CDA), bem como aos artigos 141 e 492 do
[trecho intermediário suprimido]
verifica-se que o Tribunal de origem, embora tenha mencionado diversos dispositivos constitucionais e infraconstitucionais, não emitiu juízo de valor sobre a tese específica da iliquidez da CDA com base nos artigos 784, inciso IX, e 803, inciso I, do CPC, e 3º da Lei n.º 6.830/80, tampouco enfrentou o pleito subsidiário de crédito de IPI na entrada com base no art. 25 da Lei n.º 4.502/64, à luz da alegada ofensa aos artigos 141 e 492 do CPC.
Do mesmo modo, "sem precisa e clara indicação do vício em que teria incorrido a decisão embargada e das matérias sobre as quais deveria pronunciar-se a instância ordinária e sem específica demonstração da relevância delas para o deslinde da controvérsia, a afirmação genérica de afronta ao art. 1.022 do CPC/2015 atrai a incidência da Súmula 284 do STF". (AgInt no REsp n. 2.120.487/DF, rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 17/6/2024)
Ante o exposto, nego provimento ao Agravo Interno.
É o voto.
Fonte e transparência
Conteúdo documental proveniente do conjunto oficial de dados abertos do STJ. Consulte também a pesquisa de jurisprudência do STJ e o arquivo oficial de origem deste registro.
Aviso: este material tem finalidade informativa e documental. Não constitui parecer jurídico nem garante aplicação do entendimento a outro processo.